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Trump diz que EUA vão administrar o governo da Venezuela interinamente e anuncia atuação de petroleiras americanas

EUA anunciam administração temporária do país após operação militar que capturou Nicolás Maduro
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) durante a coletiva de imprensa, que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela de forma interina, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma operação militar de grande escala conduzida pelas forças dos EUA.

Em pronunciamento oficial, Trump declarou que a administração será temporária e terá como objetivo conduzir o país a uma transição política considerada “adequada, justa e legal”.

“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos. Temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, afirmou Trump ao detalhar a operação que resultou na captura de Maduro.

Segundo o presidente norte-americano, após meses de especulações e operações marítimas próximas à costa da Venezuela, forças dos Estados Unidos atacaram diversos pontos estratégicos de Caracas na madrugada deste sábado. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, que, de acordo com Trump, foram retirados do território venezuelano e levados a Nova York a bordo de um navio de guerra norte-americano.

Trump classificou a ofensiva como a maior operação militar do país desde a Segunda Guerra Mundial.

“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, declarou.

Até então, o paradeiro de Maduro era desconhecido. Segundo Trump, navios da Marinha dos EUA já estavam posicionados no Caribe desde o fim de 2025, o que possibilitou a rápida retirada do presidente venezuelano.

Ainda em pronunciamento, Donald Trump anunciou que petroleiras norte-americanas passarão a atuar diretamente na Venezuela, com investimentos bilionários no setor energético do país.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, afirmou.

O presidente também fez duras críticas ao regime socialista venezuelano, alegando que a indústria petrolífera foi tomada de forma ilegítima.

“Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós. Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças”, disse Trump.

Em entrevista à rede Fox News, Trump afirmou que ainda está decidindo sobre o futuro político da Venezuela, incluindo quem poderá assumir o comando do país durante o processo de transição.

Questionado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado ser colocada no poder com apoio dos Estados Unidos, o presidente respondeu: ela não possui apoio interno nem respeito suficiente no país.
Trump acrescentou ainda que Rubio também dialoga com a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, que estaria estaria disposta a negociar.

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos estarão “fortemente envolvidos” com a indústria petrolífera venezuelana, mas garantiu que a China continuará recebendo petróleo do país.

A declaração marca um novo e delicado capítulo na crise venezuelana, com impactos políticos, econômicos e diplomáticos que devem repercutir em toda a América Latina e no cenário internacional.

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