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Presidenciáveis apresentam propostas para política externa nas Eleições 2026

Planos de governo dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas incluem ampliação de mercados, relações com Ásia e África, fortalecimento do Mercosul e divergências sobre o Brics.
Montagem com fotos dos candidatos à Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — Foto: Montagem/g1

Os cinco candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto apresentaram, em seus planos de governo para as Eleições 2026, propostas específicas para a política externa brasileira.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) incluíram entre as prioridades temas como ampliação das relações comerciais, abertura de novos mercados para produtos brasileiros, atração de investimentos estrangeiros e fortalecimento de blocos econômicos.

Apesar de alguns pontos em comum, os planos também apresentam diferenças, principalmente em relação ao posicionamento do Brasil no cenário internacional e à participação no Brics.

Lula defende o aprofundamento das relações com o bloco, enquanto Zema propõe a saída do Brasil. Renan Santos prevê uma atuação considerada mais pragmática, com redução da dependência em relação à China, atualmente principal parceira comercial brasileira.

Os planos também mencionam a defesa da soberania nacional e, de forma geral, rejeitam alinhamentos automáticos do Brasil com outros países.

O plano de Lula prevê a diversificação das parcerias estratégicas e a abertura de novos mercados para o Brasil.

O candidato também propõe aprofundar as relações com países africanos e reaproximar o Brasil de nações da Ásia, Oriente Médio e Europa.

Entre as medidas estão ainda a defesa de reformas no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização Mundial do Comércio (OMC), além do fortalecimento das relações brasileiras com o Brics e o G20.

Flávio Bolsonaro defende maior abertura comercial, especialmente para bens de capital, tecnologia e insumos, além do avanço de acordos comerciais.

O plano também prevê medidas para evitar dependência excessiva do Brasil em áreas consideradas críticas, como tecnologia, e a adesão do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Outra proposta é incentivar a internacionalização de pequenas e médias empresas por meio do BNDES e da Apex, além de ampliar a entrada de investimentos estrangeiros voltados à transição energética.

Ronaldo Caiado propõe ampliar mercados e aumentar a atração de investimentos estrangeiros.

O candidato também defende elevar a complexidade tecnológica das exportações brasileiras e consolidar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

O plano prevê ainda maior prioridade às relações com mercados da Ásia, África e região do Indo-Pacífico, além do mapeamento das dependências comerciais brasileiras e da diversificação dos parceiros internacionais.

Renan Santos inclui entre suas propostas a atuação do Brasil como mediador de conflitos na África e a ampliação das relações com países integrantes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), especialmente Vietnã e Filipinas.

O candidato também defende consolidar a liderança brasileira na América Latina e ampliar a integração com países de língua portuguesa, como Portugal, Angola e Moçambique.

Em relação ao Brics, a proposta é manter uma estratégia considerada pragmática, evitando uma relação de subordinação à China. O plano também prevê reduzir a dependência do dólar.

Romeu Zema propõe restabelecer e ampliar parcerias com países do Mercosul, com destaque para a Argentina, além de buscar maior aproximação com países da bacia do Pacífico.

O candidato também defende flexibilizar a estrutura do Mercosul e trabalhar para a adesão do Brasil à OCDE.

Entre as propostas está ainda a retirada do Brasil do Brics e a isenção de visto para turistas provenientes de países considerados seguros.

Apesar das diferenças entre os candidatos, a ampliação do comércio exterior e a busca por novos mercados aparecem como pontos recorrentes nos planos apresentados para a política externa brasileira.

 

Fonte: G1

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