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Bolsonaro é preso preventivamente pela Polícia Federal

A defesa do ex-presidente, que tenta garantir a ele o direito de cumprir eventual pena em regime domiciliar por motivos de saúde, classificou a medida como “desnecessária” e “desproporcional”.
Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22) pela Polícia Federal, em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão, de caráter preventivo, foi tomada para “garantir a ordem pública” e evitar interferências nas investigações relacionadas às tentativas de subversão da ordem democrática.

Bolsonaro foi detido em casa, no Jardim Botânico, por volta das 6h, e levado diretamente à Superintendência da PF, onde permanece em uma sala especial destinada a autoridades.

A ação acontece enquanto o ex-presidente ainda aguarda o julgamento de recursos contra sua condenação de 27 anos e 3 meses de prisão, imposta pela Primeira Turma do STF em setembro, por liderar uma organização criminosa e tentar articular um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Na decisão que embasou a prisão preventiva, Moraes apontou riscos à estabilidade institucional, sobretudo diante da possibilidade de Bolsonaro mobilizar apoiadores ou descumprir medidas cautelares — como já havia ocorrido anteriormente, segundo o ministro.

A defesa do ex-presidente, que tenta garantir a ele o direito de cumprir eventual pena em regime domiciliar por motivos de saúde, classificou a medida como “desnecessária” e “desproporcional”.

A prisão ocorre em um momento de alta tensão política. Apoiadores de Bolsonaro já haviam convocado atos para este fim de semana, e autoridades de segurança monitoram possíveis mobilizações. Para aliados, a detenção representa perseguição política; para críticos, comprova a capacidade das instituições de responsabilizar quem atenta contra a democracia.

Com a prisão preventiva decretada, Bolsonaro continuará sob custódia enquanto o STF analisa os recursos pendentes. Caso sejam rejeitados, a condenação se tornará definitiva, e o ex-presidente poderá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

A PF e o STF devem divulgar novas informações ao longo do dia.

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