O Brasil deve voltar a ocupar a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, ultrapassando Itália e Rússia. A previsão é do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcance US$ 2,8 trilhões no próximo ano. O PIB representa a soma dos bens e serviços finais produzidos no país.
Para 2026, a estimativa é que o Brasil fique em décimo lugar. No cenário projetado para 2027, a Itália aparece com uma economia de US$ 2,77 trilhões, e a Rússia, de US$ 2,68 trilhões. Se as previsões se confirmarem, o Brasil permanecerá na oitava posição até 2031.
O ranking considera o PIB nominal em dólares, ou seja, o tamanho da economia em valores correntes, sem descontar a inflação. Por isso, a posição de um país depende tanto da produção quanto dos preços e da cotação de sua moeda em relação ao dólar. A projeção indica o tamanho total da economia, e não a renda de cada morador.
Além da expectativa de avanço no ranking, o FMI destacou, em uma avaliação sobre o Brasil publicada em julho, que a economia brasileira mostrou resistência diante de sucessivos problemas internacionais. Segundo o relatório, o crescimento superou as expectativas em diversos momentos nos últimos anos, com destaque para o aumento do emprego e o consumo das famílias.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos prejudicaram inicialmente as vendas brasileiras para o mercado americano. Porém, o aumento das exportações para outros países ajudou a limitar o impacto sobre a economia. O FMI cita, nesse movimento, a importância das vendas de soja para a China.
A produção de petróleo também aparece na avaliação. Como o Brasil exporta mais petróleo do que importa, a alta internacional do produto pode ampliar as receitas do país. Ao mesmo tempo, o encarecimento da energia e dos fertilizantes pressiona os custos de empresas e consumidores.
O Fundo ainda aponta as reservas internacionais como uma proteção diante de turbulências externas e considera a reforma tributária um dos fatores que podem favorecer a produtividade e o crescimento nos próximos anos. Na avaliação do organismo, melhorar o ambiente de negócios e ampliar os investimentos também são medidas importantes para sustentar esse avanço.
A melhora prevista no ranking acontece mesmo com um ritmo menor de crescimento. Na atualização de outubro, o FMI projetou expansão de 2,2% para o Brasil em 2026 e de 1,9% em 2027. As estimativas anteriores eram de 2,4% e 2,2%, respectivamente. Entre os fatores citados para a revisão estão os juros ainda restritivos e a redução dos estímulos fiscais.
Na avaliação publicada em julho, o FMI também recomendou medidas para conter o aumento da dívida pública e melhorar a eficiência dos gastos, abrindo espaço para investimentos prioritários e preservando os programas sociais voltados à população que precisa de apoio. Como se trata de uma projeção, a previsão de que o Brasil alcance a oitava posição em 2027 pode ser revista conforme o desempenho da economia e as mudanças no cenário internacional.