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10% de taxa dos Estados Unidos no Brasil: e o que isso tem a ver com você?

As tarifas começaram a valer no último sábado (5).

Como você leu na última coluna, a tensão entre Estados Unidos e China acendeu de novo, com tarifas de 34% de ambos os lados.

Se a economia chinesa desacelerar, o Brasil também sente — já que a China é o nosso maior parceiro comercial.

Agora, foi a vez do Brasil entrar no jogo.

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 10% sobre produtos brasileiros.

À primeira vista, parece preocupante, mas a verdade é que essa taxa foi considerada “leve” se comparada às impostas a outros países. Enquanto o Brasil foi taxado em 10%, Vietnã levou 46% e a Índia, 26%.

A tarifa começou a valer no último sábado (5), e integra o pacote de medidas chamado de “Liberation Day”, anunciado pelo presidente americano Donald Trump.

Apesar das preocupações demonstradas pelo governo e por setores da indústria, o mercado acredita que o Brasil pode sair menos prejudicado e até ganhar espaço no comércio internacional.

A nova rodada de tarifas pode abrir portas comerciais para o país, com empresas buscando alternativas a mercados mais afetados.

Missões comerciais brasileiras já estão sendo organizadas para os EUA, com o objetivo de manter o diálogo e defender o interesse da indústria nacional. Ao mesmo tempo, o fato do Brasil ter recebido uma tarifa mais baixa pode atrair empresas que queiram fugir de tarifas mais altas em outros países.

Como isso afeta você?

Apesar do susto inicial, há uma oportunidade para o Brasil. Com outros países sendo mais afetados, o Brasil pode se tornar mais competitivo e atrair empresas que queiram fugir de tarifas mais pesadas — por exemplo, a China, que foi taxada em 34%.

Além disso, alguns setores da nossa economia são muito dependentes das exportações para os EUA.

Veja só:
• Ferro e aço semimanufaturados: 71,8% vão para os EUA
• Veículos aéreos e espaciais: 63,2%
• Motores e máquinas: 61,9%
• Materiais de construção: 57,9%

Outros produtos também têm exposição relevante, como:
• Etanol: 16%
• Café: 16,7%
• Produtos químicos: 16%

Esses setores podem ganhar espaço no mercado americano, já que alguns concorrentes internacionais terão mais dificuldade de vender para os EUA com as novas tarifas.

Além disso, commodities, como soja, carne e minério de ferro também podem aproveitar o momento, conquistando mercados deixados pelos EUA em meio às retaliações de outros países.

Mas calma!

Existe o risco de que a guerra comercial entre Estados Unidos e China se intensifique, o que pode levar a uma desaceleração da economia global. Isso afetaria especialmente países como o Brasil, que exportam muito para a China.

Se a China desacelerar, pode comprar menos da gente. E isso significa menos receita, menos emprego, e até queda nos preços das commodities (como soja, carne e minério de ferro), que impactam diretamente nossa economia.

As decisões tomadas lá fora influenciam diretamente a economia aqui no Brasil — e, claro, o seu bolso.

Se o mundo muda, seu bolso sente. E aqui, a gente descomplica pra você entender.

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