O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), em Juiz de Fora, suspendeu temporariamente parte dos atendimentos a partir de quarta-feira (7). Segundo a direção, a medida foi motivada por atrasos em repasses do Município que somariam R$ 16.478.118,74.
A situação foi comunicada em ofício encaminhado à Prefeitura de Juiz de Fora e ao Ministério Público de Minas Gerais na terça-feira (6). A assessoria do hospital confirmou a informação ao g1.
Em atualização no fim da tarde, o Ministério Público informou que a situação teria sido “contornada”. O órgão anunciou que realizará, ainda nesta semana, uma reunião com a prefeitura para buscar uma solução definitiva por meio de mediação sanitária.
Participarão da iniciativa a 20ª Promotoria de Justiça de Juiz de Fora e a Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macrorregião Sanitária Sudeste.
Entre as medidas estava a suspensão da admissão de novos pacientes para hemodiálise. De acordo com a direção, o tratamento de quem já era atendido seria mantido, assim como os serviços de urgência e emergência.
O hospital também informou que os pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) seriam inseridos no sistema de regulação, com pedidos de transferência para outras unidades. Outra restrição anunciada era a interrupção do recebimento de pacientes encaminhados por UPAs e outros hospitais.
Segundo o HMTJ, os atrasos já haviam provocado a suspensão das atividades eletivas. A direção afirmou que, sem os recursos, não seria possível custear a assistência no volume contratado e que admitir novos pacientes nessas condições poderia colocá-los em risco. As medidas seriam revistas após a regularização dos repasses.
Do total cobrado, o hospital informou que R$ 2.257.166,28 seriam referentes a incentivos da Rede de Urgência e Emergência para leitos de retaguarda e de UTI, relativos às competências de julho e agosto.
Outros R$ 1.917.081,93 corresponderiam a repasses do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), destinados ao serviço de hemodiálise entre março e julho de 2026.
A Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que recebeu a comunicação nas últimas horas da tarde de terça-feira e que mantém os canais de diálogo abertos com o hospital.
Em nota, a administração municipal informou que estavam previstas outras reuniões institucionais ao longo da semana para tratar da situação. Segundo a prefeitura, até aquele momento, o caso não havia gerado consequências práticas para o atendimento.