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Pente-fino no RJ resulta na exoneração de mais de 150 cargos na Secretaria de Governo

Medida faz parte de reestruturação liderada por Ricardo Couto e inclui corte de cargos considerados desnecessários e investigação de possíveis funcionários fantasmas
Foto: Governador em exercício, e desembargador do TJRJ, Ricardo Couto — Foto: Rafael Oliveira/TJRJ

Em pouco mais de 20 dias à frente do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto intensificou as mudanças na estrutura administrativa do Palácio Guanabara. Ontem, quinta-feira (16), uma edição extraordinária do Diário Oficial trouxe a exoneração de mais de 150 servidores da Secretaria estadual de Governo, como parte de um amplo processo de reestruturação.

Ao todo, foram registradas 157 exonerações, sendo que 153 atingem servidores extraquadros, ou seja, sem vínculo efetivo por concurso público. Parte desses desligamentos envolve funcionários suspeitos de serem “fantasmas”, segundo apurações. Muitos dos exonerados não acessavam o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), ferramenta essencial para a tramitação de documentos oficiais, e alguns sequer possuíam crachá funcional.

As exonerações foram assinadas pelo novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, nomeado no início da semana. A medida integra um pacote mais amplo de reformulação administrativa conduzido pela atual gestão.

De acordo com fontes, parte dos servidores desligados teria sido indicada durante a gestão do ex-secretário de Governo André Moura, sem justificativas claras para as nomeações. Até o momento, não houve posicionamento oficial do ex-secretário sobre o caso.

Além do corte de pessoal, o governo estadual iniciou uma auditoria de grande escala nos gastos públicos. A ação prevê a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam aproximadamente R$ 81 bilhões. A iniciativa foi classificada pela gestão como um “choque de transparência” na administração pública.

Segundo o governo, as exonerações também têm como objetivo reduzir despesas, já que os 157 cargos desligados representavam um custo anual de cerca de R$ 13 milhões aos cofres públicos. O estado do Rio de Janeiro segue sob o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o que reforça a necessidade de controle rigoroso das contas públicas.

As mudanças fazem parte de um movimento mais amplo de reestruturação, que também incluiu o afastamento de nomes ligados à gestão anterior, como Nicola Miccione e Rodrigo Abel, considerados próximos do ex-governador Cláudio Castro.

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