Nesta sexta-feira, 06 de junho, um pai alemparaibano procurou o Portal Holofote Brasil para relatar uma situação que, segundo ele, reflete um grave problema no atendimento emergencial do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no município.
De acordo com o relato, o filho do denunciante, Pedro, que é diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) – uma doença genética rara e progressiva que compromete os neurônios motores, afetando diretamente os músculos responsáveis pela respiração, deglutição e mobilidade – sofreu uma intercorrência de saúde em casa durante a madrugada da última terça-feira, 03 de junho.
Após realizarem os primeiros socorros, os pais acionaram o SAMU em busca de auxílio. Contudo, a resposta recebida pela central não correspondeu às expectativas diante da urgência do caso. Conforme o pai, em ligação foi informado que a ambulância estaria em ocorrência, mas, ao se dirigirem pessoalmente à base do SAMU, que fica próxima à residência da família, encontraram a viatura parada do lado de fora, aparentemente sem sinais de atendimento em curso, segundo relato.
“Eu desci do carro perguntando se podia colocar o Pedro na ambulância, para termos uma condução mais tranquila até o hospital. Mas o funcionário do SAMU nos disse que era melhor levarmos no nosso carro mesmo”, relatou o pai, visivelmente frustrado com a situação.
A AME é uma condição grave que exige cuidado especializado e ágil, sobretudo em momentos de crise. A negativa do atendimento com transporte adequado, conforme a denúncia, poderia ter colocado em risco a vida da criança.
Hoje (07), Pedro já se encontra no Hospital João Penido em Juiz de Fora, onde foi transferido após passar 4 dias no Hospital São Salvador (HSS) em Além Paraíba – MG.
ESPAÇO ABERTO PARA O SAMU
O Holofote Brasil, em respeito ao princípio da imparcialidade e ao compromisso com o jornalismo ético, tentou contato com a central do SAMU de Além Paraíba, que fica em Juiz de Fora, para obter um posicionamento oficial. Entretanto, como a tentativa foi realizada durante o fim de semana, não obtivemos retorno até o fechamento desta matéria.
Reiteramos que o espaço permanece aberto para que o órgão se manifeste, esclareça os fatos e preste os devidos esclarecimentos à família do pequeno Pedro, que busca apenas respostas e um atendimento digno em momentos tão delicados.
A reportagem seguirá acompanhando o caso.
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