PUBLICIDADE

Operação do Ministério Público investiga irregularidades na saúde envolvendo o Hospital São Salvador, em Além Paraíba, e a Casa de Caridade Leopoldinense

Quatro médicos anestesistas são acusados de integrar esquema de organização criminosa que manipulava escalas médicas e realizava cirurgias irregulares em hospitais conveniados ao SUS.

A terceira fase da Operação Onipresença, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), cumpriu nesta segunda-feira (9) quatro mandados de constrição e indisponibilidade de bens em investigação que apura organização criminosa e desvio de dinheiro público destinado à saúde em Leopoldina, na Zona da Mata mineira.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Leopoldina e Além Paraíba. Segundo o MPMG, quatro médicos anestesistas são acusados de integrar o grupo investigado.

De acordo com as apurações, os profissionais teriam participado de um esquema que envolvia manipulação de escalas médicas, realização de cirurgias simultâneas ou sequenciais e procedimentos eletivos durante plantões do SUS, práticas que teriam gerado irregularidades no uso de recursos públicos.

As investigações apontam que as ilegalidades ocorreram em serviços prestados na Casa de Caridade Leopoldinense, em Leopoldina, e no Hospital São Salvador, em Além Paraíba, ambos conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e integrantes da rede regional de urgência e emergência.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados também teriam utilizado falsidade documental, manipulação de registros médicos e combinação de versões para sustentar o esquema. As apurações indicam ainda fraudes, ocultação de erros médicos e emissão de atestados falsos para justificar ausências em plantões.

A investigação também aponta que uma das denunciadas teria liderado a manipulação das escalas médicas e tentado interferir na produção de provas, adotando postura intimidatória contra testemunhas.

Além do bloqueio de bens, a Justiça determinou o afastamento dos médicos denunciados de hospitais conveniados ao SUS, para garantir o andamento das investigações. O processo também teve as provas compartilhadas com os Conselhos Federal e Regional de Medicina e com a Gerência Regional de Saúde.

A operação é conduzida pelo Gaeco da Zona da Mata, pela Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macrorregião Sudeste e pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Leopoldina.

 

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

PUBLICIDADE
Leia Também
Fique por dentro!

Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @holofote.br no Instagram.

Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Você não pode copiar conteúdo desta página