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Número de mulheres monitoradas por medidas protetivas bate recorde em Juiz de Fora

Até junho, 44 vítimas eram acompanhadas pelo sistema da Sejusp, mais que o dobro do registrado em todo o ano de 2025

O número de mulheres protegidas por medidas protetivas com monitoramento eletrônico em Juiz de Fora mais que dobrou em 2026 e atingiu o maior patamar dos últimos anos. Até junho, 44 vítimas eram acompanhadas pelo programa da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), contra 20 registradas em todo o ano de 2025.

O sistema é utilizado em casos de medidas protetivas concedidas pela Justiça. O agressor usa tornozeleira eletrônica e a vítima recebe um dispositivo de alerta. Se ele desrespeitar a distância determinada, a mulher e a Central de Monitoramento da Sejusp são avisadas imediatamente.

Segundo a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Alessandra Azalin, o aumento não indica, necessariamente, mais casos de violência, mas uma maior conscientização sobre os direitos e o acesso à rede de proteção. Ela destaca que campanhas como o Mês da Mulher e o Agosto Lilás incentivam as denúncias e os pedidos de medidas protetivas.

Apesar do avanço, a delegada alerta que a subnotificação ainda é um desafio, principalmente nos casos de violência psicológica, que muitas vezes é banalizada, mas pode evoluir para situações mais graves.

Entre janeiro e junho de 2026, Juiz de Fora registrou 2.014 ocorrências de violência contra a mulher, ante 1.973 no mesmo período de 2025. Segundo Azalin, as mulheres monitoradas representam apenas parte das vítimas atendidas, já que a Deam recebe entre 65 e 75 pedidos de medidas protetivas por mês, além das solicitações encaminhadas por outros órgãos.

Os dados também apontam aumento no número de agressores monitorados. Em 2025, eram 65. Entre janeiro e maio de 2026, o número chegou a 74. Em junho, havia 53 casos ativos.

A medida protetiva pode ser solicitada em qualquer delegacia, pela Delegacia Virtual ou pelo telefone 197, e deve ser analisada pela Justiça em até 48 horas. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

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