Um novo veranico deve atingir diferentes áreas do Brasil entre esta quarta-feira (12) e 19 de agosto. Segundo o Climatempo, o período será marcado por vários dias consecutivos de temperaturas acima da média para esta época do ano e terá maior duração e abrangência do que os episódios registrados anteriormente neste inverno.
As temperaturas podem chegar a 42°C em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. As maiores máximas são esperadas em partes de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, sudeste do Pará, sul do Maranhão e Piauí.

Sudeste terá calor acima da média
No Sudeste, o veranico deve atingir a Grande São Paulo, o interior paulista e áreas de Minas Gerais, principalmente o sul do estado e a região oeste, entre o Triângulo Mineiro e o Noroeste mineiro.
Em partes do oeste de Minas Gerais e do centro-oeste e norte de São Paulo, as temperaturas máximas podem variar entre 36°C e 39°C durante o período. A atuação do sistema de alta pressão deve favorecer dias mais secos, com pouca formação de nuvens e maior incidência de sol.
Apesar do aumento das temperaturas, a passagem de frentes frias pela costa do Sudeste deve ocorrer de maneira mais oceânica e enfraquecida. A previsão indica a passagem de dois desses sistemas pela costa da região entre os dias 12 e 19, sem impedir a manutenção do calor no interior.
Calor pode chegar a 42°C
No Centro-Oeste, a previsão indica temperaturas elevadas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. Em áreas de Mato Grosso, Goiás e Tocantins, os termômetros podem alcançar 40°C a 42°C.
Também há previsão de máximas entre 40°C e 42°C no sudeste do Pará, sul do Maranhão e Piauí. Já em Mato Grosso do Sul, oeste da Bahia, Rondônia e sul do Amazonas, as temperaturas podem variar entre 36°C e 39°C.
O calor também pode favorecer novos recordes de temperatura em sete capitais: Cuiabá, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Palmas, Porto Velho e Teresina.
O episódio previsto para agosto será o terceiro veranico do inverno de 2026. O primeiro ocorreu entre 17 e 24 de julho, enquanto o segundo foi registrado entre 3 e 7 de agosto.
O fenômeno é caracterizado por pelo menos cinco dias consecutivos de temperaturas muito acima do normal durante o outono ou inverno. No novo episódio, as áreas afetadas devem registrar máximas pelo menos 3°C acima da média para o período. Em alguns locais, a diferença pode chegar a 5°C.
Por que as temperaturas vão subir?
A intensificação do calor está relacionada à circulação de ventos sobre a América do Sul, que deve dificultar o avanço de massas de ar frio de origem polar para o interior do país.
Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão atmosférica deve ganhar força sobre o interior do Brasil. A condição favorece o tempo seco e reduz a formação de nuvens, aumentando a quantidade de horas de sol e contribuindo para a elevação das temperaturas.
Enquanto isso, a umidade deve se concentrar principalmente sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraguai e norte da Argentina, onde há previsão de áreas de chuva.