Eu fico pensando, às vezes, na obrigatoriedade que se impõe a uma mulher de ser mãe.
Não! Você não tem que ser mãe. Tem o direito de escolher não ter filhos. E isso não quer dizer que não goste de crianças.
Você pode apenas não querer ter a sua criança. Afinal, a criança dos outros é legal. Com ela, podemos brincar sentir cheirinho de criança, comer porcaria de criança e devolver para os devidos responsáveis.
A nossa não! A nossa é nossa! Além do mais, você também tem o direito de não gostar de criança. Temos direito a tudo, ora bolas! Isso não quer dizer que você queira matar as crianças do mundo. Você só não está a fim de conviver com uma criança nessa existência.
Ser mãe é abdicar muito. É passar noites em claro. É perder oportunidades de trabalho. É abrir mão de muitas festas e badalações. Ou é não fazer nada disso e deixar o filho para traz, com o coração doendo.
Ser mãe é passar nove meses de gravidez e mais o tempo de amamentação sem um bom porre. É não poder mais passar horas no telefone com uma amiga.
É responder a uma mensagem de whatsapp com muito atraso ou enviar várias de madrugada, enquanto amamenta ou tenta fazer o bebê dormir.
Ser mãe é se matar para que o filho cresça saudável, que tenha uma boa escola, que coma bem, leia bons livros, fale outra língua, ouça boas músicas e um dia ouvir que você ama mais o bebê que nasceu agora do que a ele. E ainda assim, amá-los do mesmo jeito.
Ser mãe é, fora toda a maravilha do amor, literalmente uma merda! Você fica cansada quando o bebê está pequeno e nervosa quando a criança chega à adolescência. Você tem vontade de matar e de dar o mundo, tudo no mesmo dia!
Enfim… Ser mãe é algo que tem que ser desejado e não obrigatório ou feito para agradar alguém. Mais cedo ou mais tarde, desejando muito, você surta! Se não desejou, você se torna infeliz.
Então não seja mãe! Dê uma banana para o mundo e seja você. Ter filhos é maravilhoso quando há desejo de fato no ato. E não é crime não haver.