Um dia de trabalho, finalizando com uma reunião online, cabeça cansada e uma bagunça de brinquedos pela sala…
Uma bronca no pequeno Lorenzo pela bagunça e uma frase dele faz tudo mudar: “mamãe, não dá para viver a vida sem fazer bagunça”.
Quanta sabedoria numa frase tão infantil.
Quanta coisa passou pela minha cabeça, ao ouvir aquela frase.
Pensem comigo. Dá para viver a vida sem fazer bagunça? Não, não dá.
É nas bagunças diárias que fazemos, seja na vida profissional, seja nos relacionamentos afetivos, seja, em fim, nas loucas desventuras da maternidade, que conseguimos nos encontrar, aprender e evoluir.
Não há organização sem caos, nem aprendizado sem erros.
Uma criança de 4 anos despertou em uma mulher de 41 a consciência plena de que estamos indo bem. Que faz parte falhar muitas e muitas vezes. Que o caminho exige quedas. Que não é para ser perfeito é para ser bom.
Tantas vezes nos cobramos, sobretudo, nós, mães que tem uma profissão, que se dedicam a ela e que, muitas vezes ficamos ausentes da família, para realizar um trabalho. Tantas vezes, a culpa é cruel com a gente. “Eu deveria ter parado para levá-lo ao médico imediatamente”.
“Eu deveria ter exigido que ele comesse coisas mais saudáveis”. “Eu deveria ter montado um quebra cabeça, ao invés de deixá-lo assistir tanto ao youtube”. “Eu deveria contar mais estórias” (…)
Eu deveria, deveria, deveria, deveria… Mas, não deu! Nem sempre dá. E está tudo bem! Não somos mulheres maravilha! Somos mulheres comuns que decidiram educar outras pessoas comuns.
Não somos extraordinárias, nem eles! Nossos filhos são pessoas comuns, que se amados serão pessoas comuns, extraordinariamente boas. E está tudo bem!
Afinal, não dá para viver a vida sem fazer bagunça! Façamos, então!