Um episódio de homofobia foi relatado pelo jovem Manfrini durante um bloco de Carnaval realizado na noite da última terça-feira (17) em Além Paraíba. Segundo o relato, ele estava acompanhado do namorado e de dois amigos quando um homem teria se aproximado e feito uma observação considerada preconceituosa.
De acordo com Manfrini, o indivíduo afirmou que “havia crianças no local” e que se tratava de “um espaço de respeito”, declaração que foi interpretada pelo grupo como uma tentativa de constrangimento motivada pela orientação sexual do casal. Ainda conforme o relato, houve um momento de tensão após o homem questionar se seria confrontado, ao que Manfrini respondeu afirmativamente.
O jovem afirmou que outras pessoas presentes perceberam a situação e se aproximaram para prestar ajuda. Entre os que teriam se solidarizado estavam casais de diferentes orientações sexuais, amigos e foliões que participavam do bloco. Ele também citou a presença do ativista LGBTI+, Alexandre Elmais, entre os que ofereceram acolhimento.
Segundo o relato, não houve agressão física e o grupo permaneceu no evento após o ocorrido. Manfrini destacou que o apoio recebido contribuiu para que continuassem participando da festa.
Até o momento, não há informações sobre registro de ocorrência relacionado ao caso.
Casos de discriminação por orientação sexual podem ser descritos na legislação brasileira como crime, conforme decisões do Supremo Tribunal Federal que equiparam a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. Autoridades recomendam que situações desse tipo sejam registradas para apuração dos fatos.