O Claude, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela Anthropic, passará a identificar textos e imagens produzidos por seus modelos de IA. A mudança foi anunciada pela empresa ontem, terça-feira (11) e tem como objetivo atender às exigências do AI Act, legislação da União Europeia que estabelece regras para conteúdos gerados por inteligência artificial.
De acordo com a Anthropic, os modelos do Claude lançados a partir de 2 de agosto já contarão com mecanismos de identificação. As versões anteriores também receberão o recurso, mas precisarão passar por atualizações, o que deverá ocorrer durante um período de transição.
Embora a exigência esteja relacionada à legislação europeia, a Anthropic informou que a identificação será aplicada aos conteúdos gerados pelo Claude em todo o mundo.
Nos textos, a marca d’água será incorporada de forma imperceptível para o leitor. Segundo a empresa, o recurso não altera o sentido nem a qualidade do conteúdo produzido pela inteligência artificial. A Anthropic também afirma que, por fazer parte do próprio texto, a marca d’água poderá acompanhá-lo mesmo quando o conteúdo for copiado e colado em outros locais, podendo permanecer após algumas edições.
No caso das imagens, a identificação será feita por meio de metadados, seguindo padrões já utilizados no mercado. Esses dados ficam associados aos arquivos e podem trazer informações sobre a criação do conteúdo, como data e horário.
A empresa também informou que trabalha no desenvolvimento de ferramentas que permitirão aos usuários detectar as marcas d’água incorporadas aos textos e imagens produzidos pelo Claude. Os mecanismos de identificação, no entanto, ainda não foram disponibilizados e deverão ser apresentados posteriormente pela Anthropic.
A medida ocorre em meio ao avanço das regulamentações voltadas ao uso de inteligência artificial e à necessidade de tornar mais transparente a origem de conteúdos produzidos por sistemas de IA.