PUBLICIDADE

Bad Bunny transforma show no intervalo do Super Bowl em manifesto cultural latino

Show em espanhol, símbolos porto-riquenhos e mensagens políticas marcaram a apresentação mais debatida da história recente do evento
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl — Foto: Mike Blake/Reuter

O cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou, neste domingo (8), o tradicional show do intervalo do Super Bowl, evento considerado o de maior audiência da televisão americana. A apresentação, realizada durante o Super Bowl LX, marcou a primeira vez que um artista latino solo masculino liderou o espetáculo, levando ao palco uma celebração da cultura latina com músicas majoritariamente em espanhol e participações de artistas como Lady Gaga e Ricky Martin.

Com cerca de 13 minutos de duração, o show trouxe referências diretas à identidade porto-riquenha e ao disco “Debí Tirar Más Fotos”. A apresentação incluiu cenários que remetiam à vida cotidiana em Porto Rico, além da chamada “casita”, elemento recorrente nos shows do artista. O espetáculo também reuniu convidados latinos e norte-americanos de ascendência latina, reforçando a proposta cultural e simbólica do evento.

A performance foi realizada quase totalmente em espanhol, algo considerado histórico para o evento. Durante o encerramento, Bad Bunny reforçou mensagens de união e pertencimento continental. Entre os símbolos finais, destacou-se uma bola com a frase “Together, We Are America” e um telão exibindo a mensagem “The only thing more powerful than hate is love” (A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor).

“A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”

“Deus abençoe a América”, disse o artista em inglês, reproduzindo a frase patriótica comumente usada pelos estadunidenses. Em seguida, ele aproveitou para definir América: “Ou seja: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia…” e citou todos os países do continente americano, incluindo Estados Unidos e “minha terra mãe, Porto Rico”.

A apresentação também ocorreu em meio a forte debate político nos Estados Unidos. Antes e depois do show, o ex-presidente Donald Trump criticou o espetáculo, afirmando que foi “uma afronta à grandeza da América” e classificando a apresentação como “uma das piores de todas”.

No palco, Bad Bunny também manteve o tom de valorização cultural e pessoal. Em um dos momentos, afirmou:
“Meu nome é Benito Antonio Martinez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você.”

O show ainda apresentou elementos culturais latinos, como o perreo, uma dança de origem porto-riquenha, e encenações simbólicas, incluindo uma cerimônia de casamento realizada durante a apresentação. Participações musicais e cenográficas reforçaram o clima de celebração da identidade latino-americana.

Já nos momentos finais, Bad Bunny surgiu com uma grande bandeira de Porto Rico em tom azul-claro, associada aos movimentos pró-independência, enquanto cantava “El Apagón”, música de crítica social. A performance culminou em um “apagão” simbólico no estádio.

Em um momento de tensão política, debates sobre imigração e polarização social, a apresentação ganhou peso simbólico. Ao levar a língua espanhola, a cultura latina e mensagens de união para o palco mais assistido do país, Bad Bunny transformou o espetáculo em um marco cultural e social. Em meio a um cenário de divisões internas e disputas ideológicas, a performance reforçou a presença e a relevância da comunidade latina dentro da identidade americana contemporânea, mostrando que cultura, representatividade e narrativa social caminham lado a lado no entretenimento global.

PUBLICIDADE
Leia Também
Fique por dentro!

Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @holofote.br no Instagram.

Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Você não pode copiar conteúdo desta página