Um monitor escolar de 23 anos, que atuava como auxiliar de aprendizagem temporário na Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno (MG), foi demitido após a descoberta de denúncias de crimes sexuais contra duas alunas.
Contra o ex-funcionário, há dois boletins de ocorrência registrados. O primeiro refere-se ao crime de estupro de vulnerável contra uma estudante de 12 anos, que relatou ter mantido relações com o homem após sofrer assédio constante. Conforme o registro, o monitor chegou a enviar uma mensagem à mãe da vítima na qual confirma o que havia ocorrido.

O segundo registro é de importunação sexual contra uma aluna de 11 anos. Em ambos os casos, os pais das vítimas descobriram a situação ao vistoriarem os celulares das filhas e encontrarem mensagens e fotos enviadas pelo suspeito.
Assim que a direção da escola e a Secretaria Municipal de Educação foram notificadas pelas famílias, o funcionário foi desligado imediatamente de suas funções. A Polícia Civil investiga o caso sob sigilo, em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para resguardar a vítima. A Polícia Militar realiza buscas, pois o suspeito ainda não foi localizado.
– O que diz a Secretaria Municipal de Educação
“Diante dos fatos noticiados nos veículos de imprensa e nas redes sociais nas últimas horas, sobre suposta conduta ilícita atribuída a um servidor/empregado público no exercício do cargo de Auxiliar de Aprendizagem junto ao Município de São João Nepomuceno a Secretaria Municipal de Educação esclarece que, após ter tomado conhecimento dos fatos, realizou o desligamento imediato do servidor/empregado público diante da gravidade dos fatos narrados, bem como orientou o pai a realizar o devido registro da ocorrência policial.
Esclarece-se ainda que o servidor/empregado público encontrava-se em vínculo temporário de trabalho com a municipalidade, não havendo até a data de seu desligamento qualquer registro ou informação sobre conduta inadequada por parte do mesmo.
A Prefeitura Municipal vem oferecendo apoio à família envolvida e prestando todas as informações necessárias às forças policiais e ao Ministério Público, visando contribuir para a elucidação dos fatos e aguardando que sejam devidamente tomadas todas as providências necessárias pelas autoridades responsáveis.
Orientamos ainda que todas as famílias que possam também ter sido vítimas de condutas semelhantes procurem as autoridades policiais e a Secretaria Municipal de Educação para que sejam também objeto de investigação e providências legais.
Por fim, manifestamos nossa solidariedade à família e nossa confiança no trabalho do Ministério Público e Poder Judiciário, a quem caberá tratar a questão. Reiteramos nosso compromisso com a transparência, honestidade, responsabilidade e respeito aos direitos das crianças e adolescentes.
Liliane Ribeiro Barroso
Secretária Municipal de Educação”.
