A música brasileira teve uma participação expressiva no Grammy Latino 2025, realizado nesta quinta-feira (13), na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas. Artistas de diferentes vertentes levaram estatuetas e reforçaram a diversidade e o alcance da produção nacional no cenário latino.
O principal nome brasileiro da noite foi Liniker, que saiu do evento com três prêmios. Seu álbum Caju venceu Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e também garantiu à artista o troféu de Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa. Já Veludo Marrom, composta e interpretada por Liniker, faturou Melhor Canção em Língua Portuguesa, consolidando o trabalho como um dos mais relevantes do ano.
Outro destaque foi Luedji Luna, vencedora na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro-Portuguesa Brasileira com Um Mar Pra Cada Um, projeto que reafirma sua presença firme e inovadora na música contemporânea.
No sertanejo, Chitãozinho & Xororó foram premiados com Melhor Álbum de Música Sertaneja pelo projeto José & Durval, obra que revisita a trajetória da dupla e celebra seus 50 anos de carreira.
O samba e o pagode também marcaram presença. O grupo Sorriso Maroto venceu Melhor Álbum de Samba/Pagode com Sorriso Eu Gosto No Pagode Vol. 3 – Homenagem ao Fundo de Quintal, gravado em Londres, em tributo a um dos maiores grupos da história do gênero.
Na música regional, o álbum Dominguinho, assinado por João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, conquistou Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, celebrando a força e a riqueza das tradições nordestinas.
Na esfera instrumental, Hamilton de Holanda triunfou na categoria Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz com Hamilton de Holanda Trio – Live In NYC, em empate com Chucho Valdés & Royal Quartet.
Outros brasileiros também levaram o prêmio: o BaianaSystem levou Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa com O Mundo Dá Voltas, enquanto Eli Soares foi o vencedor de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa pelo trabalho Memóri4s (Ao Vivo).
Com vitórias que atravessam o pop, o pagode, o sertanejo, o jazz, o rock alternativo e a música cristã, o Brasil encerrou a noite reafirmando sua pluralidade e sua relevância dentro da música latina.