O governo federal incluiu na proposta do Orçamento de 2026 a previsão de um novo valor para o salário mínimo: R$ 1.630. Se confirmado, o reajuste será de R$ 112 em relação ao valor atual (R$ 1.518), o que representa um aumento de 7,4%.
A projeção aparece no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que será enviado nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional. A LDO define metas e prioridades do governo para o ano seguinte e serve como base para a elaboração do Orçamento oficial.
Como funciona o reajuste?
Desde a aprovação das novas regras de controle de gastos, o reajuste do salário mínimo segue uma fórmula que considera:
• Inflação medida pelo INPC até novembro;
• Crescimento real do PIB de dois anos antes, com limite de até 2,5%.
Essa fórmula foi adotada para garantir que os aumentos salariais estejam alinhados ao novo arcabouço fiscal, em vigor até 2030.
O valor final do salário mínimo de 2026 só será conhecido em dezembro deste ano, após a divulgação oficial do INPC acumulado até novembro.
Atualmente, o salário mínimo serve de referência para cerca de 60 milhões de pessoas no país, segundo dados do Dieese. Isso inclui:
• 28,15 milhões de beneficiários do INSS
• Trabalhadores com remuneração mínima
• Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada)
• Abono salarial, seguro-desemprego e outros auxílios
Com o aumento, o governo também precisa arcar com mais despesas. A estimativa é de que cada R$ 1 a mais no salário mínimo gere um gasto extra de R$ 400 milhões.
Ou seja, se o reajuste de R$ 112 for mantido, o impacto nas despesas obrigatórias pode chegar a R$ 44,8 bilhões em 2026.