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Novo consignado para CLTs: alta demanda marca primeiro dia de operação

O crédito consignado está disponível para trabalhadores formais da iniciativa privada, incluindo empregados rurais, domésticos, e MEI
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad — Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Ministério do Trabalho e Emprego informou que, até as 16h35 desta sexta-feira (21), foram simulados 13,4 milhões de pedidos de empréstimos consignados ao setor privado com garantia do FGTS.

As solicitações de propostas chegaram a 1.122.780, e 1.300 contratos foram fechados por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Hoje é o primeiro dia em que trabalhadores CLT do setor privado podem buscar essa modalidade de crédito, que permite o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, utilizando parte do FGTS como garantia.

Quem pode aderir?
O crédito consignado com garantia do FGTS está disponível para trabalhadores formais da iniciativa privada, incluindo empregados rurais, domésticos e aqueles registrados como MEI (microempreendedor individual). A contratação pode ser feita por meio da Carteira de Trabalho Digital, com acesso a mais de 80 instituições financeiras que operam junto ao INSS.

Segundo o governo, o Brasil tem atualmente 47 milhões de trabalhadores formais, incluindo 2,2 milhões de empregados domésticos e 4 milhões de trabalhadores rurais e do MEI, que antes não tinham acesso ao consignado.

Redução de juros
Com o FGTS como garantia, a expectativa é que a taxa de juros caia cerca de 40%.

Em dezembro do ano passado, a taxa média para o consignado do setor privado era de 2,89% ao mês, enquanto servidores públicos pagavam 1,8% e aposentados do INSS, 1,66%.

Comparado a outras linhas de crédito mais caras, como cheque especial e cartão de crédito rotativo, a economia pode ser ainda maior.

Como funciona o pagamento?
As parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador que contrata o empréstimo em uma instituição financeira.

Com o novo programa, é possível usar até 10% do saldo do FGTS como garantia, além de 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa (equivalente a 40% do saldo).

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) considera essa nova linha de crédito uma alternativa vantajosa, já que foi criada para facilitar o processo de contratação e resolver entraves que antes limitavam o crescimento dessa modalidade.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou a importância de uma análise cuidadosa antes da contratação:
“O trabalhador precisa ter cautela, analisar as melhores propostas e não fazer um empréstimo desnecessário. Essa é uma oportunidade para migrar de um empréstimo com taxas altas para um consignado com juros mais baixos.

Fonte: O Globo

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